Bernardo de Paula Maciel

Atrevimento

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Ando apressado, mas não desatento.
Vejo as pessoas em seu cotidiano,
fingindo e se escondendo pelas avenidas.
A repressão em seus olhos,
não pertuba meu sorriso,
mas altera suas vidas.
Imagino as flores que não vejo,
nas mãos dos transeuntes.
E seus carros loucos
não podem me atingir!
Todas as cores ...
de todas as luzes...
deste lugar,
não poderão me iluminar!
A realidade pode ser estranha aos sentidos
deste mundo em colapso,
por isso, às vezes me afasto.
E a solidão é irreal,
o amor não deve ser egoísta,
o invisível se move a todo instante,
entre os homens insensíveis,
enqüanto prossigo caminhando
sem ter os pés no chão!
Bernardo Maciel
Enviado por Bernardo Maciel em 08/04/2009
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