

QUIETUDE
Caminhos e interrogações,
escolhas indefinidas... muitas lutas, muitas vidas... prosseguimos na eterna busca! Onde as respostas? onde o porto seguro? Mais um passo no escuro... é preciso caminhar! E por tão longo labirinto, estamos sempre sequiosos... sempre, sempre desejosos de fruir a ventura definitiva! Por quanto tempo colecionamos quinquilharias? E contemplamos a mesma miragem! Iludidos nesta fantástica viagem em que avançamos sem direção! E perdidos, nos imaginamos à salvo! Ébrios, encenamos lucidez... estultos, fingimos sensatez... Cegos e hábeis guias! Entretanto, não caminhamos em vão e nas encruzilhadas de tantas vias, calejados, conquistamos sabedoria após árdua peregrinação. Então florescem novas, as mesmas antigas paisagens, mas agora, diferente é nosso olhar, sereno nosso caminhar... perene nosso encantamento! Pairamos acima da selva espessa! Desapareceram-se as quimeras, não nos assustam o rugir das feras, admiramos a imensidão! Despertos, a realidade contemplamos, ouvindo a Voz Silente intuímos o Deus Imanente no recôndito da própria alma! Desde então... tudo perde o valor! Tesouro interior que não tem explicação. Do alto da montanha em silêncio e quietude, em amor e solitude, refletiremos a luz do Criador!
Bernardo Maciel
Enviado por Bernardo Maciel em 18/01/2013
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