Bernardo de Paula Maciel

Atrevimento

Textos

Solitários dias
         Quando estou triste
         e nada é como queria,
         fecho a porta do meu quarto
         e o caderno me faz companhia.
         Me recordo que nem te conheci!
         Por onde eu caminhei
         você ainda não esteve
         e apenas a solidâo
         me segue à passos lentos.
         Olho pela janela
         e meus olhos molhados
         contemplam a paisagem
         deste lugar comum,
         em que permaneço acorrentado
         ao desejo de te encontrar.
         O amor para mim,
         ainda é utopia,
         me deito sem ninguém
         e me levanto sem alegria.
         As flores do meu jardim
         não aguardam nem um dia especial
         e a rotina de ser assim
         não pode ser normal.
         Eu te procuro sem nenhuma pista,
         sem rastro, sem sinal.
         E nestes solitários dias,
         caminhar tornou-se a minha sina,
         sem encontro marcado,
         sem saber em que esquina,
         deixo meu pranto derramado
         em tuas madeixas de menina!
      
Bernardo Maciel
Enviado por Bernardo Maciel em 03/01/2014


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