

TRIBUNAL
Onde meus pés sangraram
no esforço da jornada, meus desatinos semearam os espinhos pela estrada. Onde meus lábios pronunciaram a sentença do inocente, minhas palavras me condenaram no tribunal de minha mente! Onde minhas mãos se fecharam perante a penúria do irmão, minhas esperanças secaram sem água e sem pão! Onde meus olhos contemplaram os caminhos tortuosos que segui, os arquivos da memória demonstraram a razão por que sofri! Onde plantei minhas dores, onde colhi a minha sina... paira sobre todos nós infratores, a Soberana Justiça Divina!
Bernardo Maciel
Enviado por Bernardo Maciel em 13/02/2014
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